sexta-feira, 30 de maio de 2008

Genial


video

Resolvi criar essa minha "releitura" da música tema do filme Titanic por que, primeiramente, venho notando que o meu talento como compositor não vem me rendendo bons frutos. Segundo por que tenho a certeza que essa versão é muito mais carregada de emoção que a de Celine, o que fará com que o número de pessoas com lágrimas nos olhos seja muito maior (cerca de 32 vezes) do que o das que ficaram ao fim do filme. Outro fator que pesou muito em minha decisão foi a minha notável superioridade em matéria de técnica vocal com relação à antiga intérprete. Talvez seja a hora de mostrar a esses músicos xinfrins como é que se canta de verdade estes temas de filme. Quem sabe uma série venha por ai. Veremos.

Em bom inglês, absolutely out of the little house, hehe.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sorry

Desculpem pelo jorro (sem duplo sentido) de besteiras sem nexo do texto abaixo. Não sei o que me aconteceu. bom, sei lá. Hasta luego.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Pura Filosofia

Às vezes fico pensando em sexo (às vezes?). Não, não em sexo simplesmente, mas sim nas questões filosóficas que o envolvem. Por que, ao contrário do que muitos pensam e diferentemente da forma que muitos agem, sexo não é um simples “foder”, ou copular, ou uma troca de secreções estimulada pela penetração. Não. É um ritual que envolve amor, entrega, paixão, medo, às vezes repulsa, raiva, ou seja, é o momento sentimentalmente mais completo que uma pessoa pode ter.
Exemplo: Tua namorada te traiu com o teu melhor amigo (clichê). Você decide se vingar traindo ela com a melhor amiga dela. Acontece o seguinte: o teu amigo até que é boa pinta, mas a amiga dela é do tipo que você diria “Eu não comeria ela nem com o seu pau”. Mas você não é de desistir assim no primeiro obstáculo. Não. Você come. E no durante é que você é inundado por esse turbilhão e sentimentos: a raiva da namorada, a entrega um tanto forçada, a repulsa por estar fazendo aquilo com uma mulher que não deseja, e a repulsa moral por ser mesquinho a ponto de fazer este tipo de coisa.
Ou pode acontecer o seguinte: a melhor amiga da tua namorada é a gata que tu sempre sonhaste, e ela só não te dava bola por causa da tua namorada. Mas agora, depois dela ter feito essa puta cachorrada... essa transa será exatamente o oposto da outra: terá a ternura, o desejo, felicidade, talvez até uma posterior homenagem ao teu amigo, por ter conquistado a tua namorada. Um beijo em público na boca dele, sei lá. Talvez conseguindo uma noite em um motel de luxo com 3 travecos e um jogador de futebol...
Porém acho que uma coisa (também clichê) é indiscutível: com amor é muito melhor. E a medida deste sexo com amor pode se dar, pelo menos na minha condição de “homo cabeçus de merdum”, pelo fato de não querer virar pro lado e dormir logo depois. Como é que pode, né? O cara tenta filosofar tanto sobre foder e define o amor de uma forma tão fútil e sem compromisso! Lamento, mas é assim. Nunca (nunca!!!) fiquei com vontade de dormir depois de uma transa amorosa. Fico durante. Brincadeira, mas quando é um sexo sem objetivo que não gozar, caio no sono logo em seguida. Sad but true. Diogo Portugal diz “isso é uma coisa que nunca vou fazer, foder, virar pro lado e dormir. Mesmo por que se eu faço isso a puta rouba tudo que eu tenho”.
E o medo de falhar na hora H? Existem situações em que a simples descoberta de um fóssil de uma espécie de ornitorrinco comedor de ostras no sul do Afeganistão tem mais efeito sobre seu pênis do que qualquer estímulo afrodisíaco. Ele simplesmente não se conforma com o fato. Pronto. E quem é você pra discutir com a cabeça pensante da dupla?
Enfim, é assim. Sexo tem seus prós e contras, embora eu não tenha achado nenhum contra digno de um mínimo de atenção. E duvido que alguém ache.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Rinite

Tenho uma rinite alérgica do cão. Não, não é alergia a pelo de cachorro. É rinite forte mesmo. Do tipo que os sintomas não te deixam de cama, mas te irritam tão profundamente que só o que você tem vontade de fazer é não sair dela.
O primeiro e pior sintoma é o nariz entupido e escorrendo. Como é possível isso? Não entra nada, absolutamente nada de ar nele, porém a saída de água equivale ao volume de água que corre em umas duas horas nas Cataratas do Iguaçu. A vontade é de enfiar um O. B. em cada narina, já que construir uma represa está fora de cogitação. Verbas. Falta delas.
O segundo também está relacionado com água: lágrimas. Os olhos lacrimejam como se eu tivesse visto toda minha família morrer a petelecadas (petelecadas?) amarrado sem poder fazer nada para ajudar. Petelecadas do Shaquille O’ Neal. Tá bom, um pouco menos dramático, mas são muitas lágrimas mesmo. E não tem espaço para colocar O. B.s.
Terceiro, mas não menos importante/irritante: a dor de cabeça. Não é uma dor de cabeça como as demais, as de gripe mesmo, em que toda a cabeça dói. Não. Essa dor é uma peregrina. Percorre a sua cabeça como o Paulo Coelho em Santiago de Compostela, só que sem nenhuma lição, milagre ou auto-controle. A dor começa encima do olho. Fica por ali por cerca de meia hora. Depois vai pra trás das orelhas. Depois de mais um tempo, como se tivesse esquecido a carteira, volta para cima do olho. Depois ela aparentemente desaparece dando, aos não iniciados no Círculo da Rinite, a impressão de que está tudo bem agora. Quanta inocência. À primeira mexida de cabeça seu cérebro pulará como um Pogobol. E, como num jogo de Pinball, as extremidades de seu crânio, inexplicavelmente, impulsionarão o cérebro para outro lado, onde as outras extermidades retribuirão o impulso, e assim vai. Milk-shake de idéias.
Também tem o problema dos tratamentos. Segui alguns à risca e foram totalmente ineficazes. Acho que tenho uma rinite geneticamente modificada. Talvez dela saia algum monstro que dominará o planeta num futuro próximo. Ou talvez minha corisa seja a cura para a aids. Já pensou a responsabilidade, milhões de vidas dependendo do meu nariz? Duvido muito que alguém que servir de cobaia. Uma assoada de nariz na mão e pronto: tchau HIV.
Enfim, estou fadado a viver fanho e com o nariz escorrendo. A indústria de lenços agradece.

OK Coração

Gostaria de ter o dom de mostrar ao coração quem é que manda. Mas não tenho. Gostaria que ele me olhasse com respeito, e não com o desdém de quem sabe que pode fazer o que quiser sem medo de reprimendas. Afinal, sou muito apegado a ele.
Quase toda pesquisa científica que trata das sensações diz que o cérebro libera alguma substância para que o corpo sinta dor, ou frio, ou outro tipo de coisa, mas o coração não só é imune a estas substâncias, como ele envia as próprias, uma enxurrada emocional que deixa o cérebro sem saber o que fazer e, conseqüentemente, o resto do corpo fica também entregue à sorte. Ou ao azar.
Enfim, era só o que eu queria dizer. Que respeito o coração pois sei, sem sombra de dúvida, que é ele quem manda.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Confissão

Padre, dai-me a vossa bênção pois pequei. E muito. Pequei muito pela gula. Sim, muito mesmo padre. Muito pela preguiça também. Muito, muito. Pela luxúria sempre que podia. Não que eu podia, que elas podiam. Eu sempre podia. Pela ira também. Um pouco menos por avareza e soberba, mas mesmo assim ainda tive minhas recaídas. Porém não é por estes pecados que venho me confessar padre, pois esse pecados eu já cansei de contar pro senhor (e pro Senhor). Acontece que, não bastassem esses, tem mais sete para me serem debitados na entrada do céu!
- Experimentos “moralmente dúbios” com células-tronco: Confesso padre, que vendi algumas dezenas de embriões para este tipo de pesquisa. Não me pergunte quem são meus fornecedores, padre. Reserva de mercado. Aliás, nem sei se isto é pecado, afinal não fui eu quem realizou os experimentos “moralmente dúbios”, foram meus clientes.
- Uso de drogas: Também padre. Sim, usei, e não me olhe com esse ar de reprovação. Eu juro que fui a um único show de pagode. Um só.
- Poluição do meio ambiente: Só um pouco. Um papelzinho aqui, uma latinha ali, um chiclete acolá. Mas também, será que as igrejas dão um destino ambientalmente adequado aos resíduos espalhados pelo chão das festas de seus respectivos padroeiros? Ah, padre, confessa vai... Tá bom, tá bom.
- Agravamento da injustiça social: Culpado padre. Nesse também tenho minha parcela de culpa. Tenho ficado cada vez mais pobre enquanto os outros ficam cada vez mais ricos. Sou um dos principais responsáveis por esse fenômeno.
- Riqueza excessiva: Esse pecado eu ainda pretendo cometer algum dia padre. O Papa senta em sua cadeira toda de ouro e eu é que sou pecador por querer alguns milhões de euros? Não, padre, não quero saber, não pagarei penitência por esse pecado. Padre, eu não quero brigar com o senhor, nem com o Senhor, mas puxa...
- Geração de pobreza: Culpado. Votei nas eleições passadas.
- Violações bioéticas como, por exemplo, controle de natalidade: Desculpe, padre, mas depois do trigésimo quarto filho fui obrigado a usar camisinha a cada 5 relações sexuais, pois sabe como é, escolas caras, pouco dinheiro, só 2 quartos na casa, etc. E quanto ao aborto, eu juro padre, que a menina caiu da escada sozinha.
Então, era isso. E a minha penitência? Só? Então tá, padre, mas você quer um garotinho de até que idade? Bom, não garanto, mas vou tentar...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Futebol?

Agachados: Chargenaldo; Willian "Ai meu pé" Floquinho.
Em pé:Ângelo "Fast Hands"; Zé Gota "Eu" e Suporte "Big Foot Troço".

O mundo do futebol é uma terra estranha, cheia de alegrias, tristezas, paixões e surpresas. Quando o nosso time ganha, pelo menos por um dia parece que todos os problemas do mundo desapareceram. Quando o time perde, bate a tristeza e a certeza de que de que todas as chacotas de seus amigos já tem um alvo definido. Você.
Um amigo meu afirma, com toda a certeza, que um dia, não tão longe, talvez aos 40 ou 50 anos, terá um infarto assistindo a um jogo do seu time. E quem está livre disso? A tensão gerada pela expectativa de uma vitória é algo inexplicável. Não existem unhas suficientes para contentar nosso ímpeto deveras inútil de torcida e sede de vitória. Às vezes o que mais deixa o torcedor indignado é o fato dos jogadores do próprio time não disporem dessa mesma sede.
E as surpresas do futebol? Há coisas que ninguém explica. Por exemplo, como o Palmeiras, apontado por muitos como o melhor time do Brasil na atualidade, foi cair vergonhosamente diante do Sport pelo deprimente placar de 4 a 1? Como? Um time cheio de estrelas e comandado por um dos maiores técnicos do mundo é desclassificado da Copa do Brasil por um time que tem, como principais referências Romerito e Carlinhos Bala, uma espécie de miniatura do Chico César? Os cricris dirão que estou “puxando sardinha” para o meu time, o Palmeiras, então cito outro exemplo: a goleada de 4 a 0 que o antes desconhecido Zenit, da Rússia, aplicou no poderoso Bayern de Munique, indiscutivelmente um dos mais fortes times do mundo na atualidade. Como explicar a vitória do Inter sobre o Barcelona na final do mundial interclubes de 2006, com gol de Adriano Gabiru e Ronaldinho Gaúcho parando na marcação do Ceará? E a Argentina? Quem explica a Argentina perdendo a Copa América num 3 a 0 vexatório contra um Brasil totalmente desfigurado? E como ela figura sempre em posições melhores que as do Brasil nos rankings de seleções da Fifa, mesmo a 22.417 anos sem ganhar sequer um título?
O que eu posso afirmar é que esse fim de semana pode ser considerado o Dia da Úlcera para os torcedores dos quatro cantos do Brasil, com as finais dos mais importantes estaduais. O que, aliás, aqui em Criciúma, vai movimentar a cidade por conta da final do catarinense. O Criciúma joga com uma pequena desvantagem por ter perdido o jogo em Florianópolis por 1 a 0, mas nada que não seja passível de reversão. Enfim torcedor, torça em casa ou no estádio, sofra, fique tenso, comemore, mas tudo sem violência, gás de pimenta e, principalmente, bombas. E que vença o melhor.