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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Futebol?

Agachados: Chargenaldo; Willian "Ai meu pé" Floquinho.
Em pé:Ângelo "Fast Hands"; Zé Gota "Eu" e Suporte "Big Foot Troço".

O mundo do futebol é uma terra estranha, cheia de alegrias, tristezas, paixões e surpresas. Quando o nosso time ganha, pelo menos por um dia parece que todos os problemas do mundo desapareceram. Quando o time perde, bate a tristeza e a certeza de que de que todas as chacotas de seus amigos já tem um alvo definido. Você.
Um amigo meu afirma, com toda a certeza, que um dia, não tão longe, talvez aos 40 ou 50 anos, terá um infarto assistindo a um jogo do seu time. E quem está livre disso? A tensão gerada pela expectativa de uma vitória é algo inexplicável. Não existem unhas suficientes para contentar nosso ímpeto deveras inútil de torcida e sede de vitória. Às vezes o que mais deixa o torcedor indignado é o fato dos jogadores do próprio time não disporem dessa mesma sede.
E as surpresas do futebol? Há coisas que ninguém explica. Por exemplo, como o Palmeiras, apontado por muitos como o melhor time do Brasil na atualidade, foi cair vergonhosamente diante do Sport pelo deprimente placar de 4 a 1? Como? Um time cheio de estrelas e comandado por um dos maiores técnicos do mundo é desclassificado da Copa do Brasil por um time que tem, como principais referências Romerito e Carlinhos Bala, uma espécie de miniatura do Chico César? Os cricris dirão que estou “puxando sardinha” para o meu time, o Palmeiras, então cito outro exemplo: a goleada de 4 a 0 que o antes desconhecido Zenit, da Rússia, aplicou no poderoso Bayern de Munique, indiscutivelmente um dos mais fortes times do mundo na atualidade. Como explicar a vitória do Inter sobre o Barcelona na final do mundial interclubes de 2006, com gol de Adriano Gabiru e Ronaldinho Gaúcho parando na marcação do Ceará? E a Argentina? Quem explica a Argentina perdendo a Copa América num 3 a 0 vexatório contra um Brasil totalmente desfigurado? E como ela figura sempre em posições melhores que as do Brasil nos rankings de seleções da Fifa, mesmo a 22.417 anos sem ganhar sequer um título?
O que eu posso afirmar é que esse fim de semana pode ser considerado o Dia da Úlcera para os torcedores dos quatro cantos do Brasil, com as finais dos mais importantes estaduais. O que, aliás, aqui em Criciúma, vai movimentar a cidade por conta da final do catarinense. O Criciúma joga com uma pequena desvantagem por ter perdido o jogo em Florianópolis por 1 a 0, mas nada que não seja passível de reversão. Enfim torcedor, torça em casa ou no estádio, sofra, fique tenso, comemore, mas tudo sem violência, gás de pimenta e, principalmente, bombas. E que vença o melhor.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Live or Die, Make Your Choise

Dizem que a vida se resume às oportunidades que temos e às decisões que tomamos diante delas, porém não eu definiria assim. Acho que a vida se resume às decisões imbecis que quase sempre tomamos. O mundo é rodeado por elas, as decisões imbecis. O ser humano tem por princípio optar pela estupidez.
Por exemplo, eu, deveria ter optado por não aceitar o emprego de mineiro, e sim, como muitos insistiram para que eu fizesse, seguir a carreira musical, pois com meu talento e sex appeal o sucesso era iminente. Claro que a experiência obtida na mina me levou a escrever o Manual do Mineiro da Luz, que em longo prazo me renderá alguma notoriedade pela repercussão do livro, porém só em longo prazo.
Outra escolha terrivelmente infeliz é um trecho de música colocado no comercial do álbum Intimidade, de Oswaldo Montenegro, onde se diz “E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá” e que, ouvindo a música inteira, percebe-se que não há maldade alguma neste refrão,tratando-se de um relacionamento que acabou e que logo virá alguém para substituir o antes amado. Porém ouvindo apenas o trecho do comercial, ele deixa uma grande margem para interpretações de duplo sentido. A música tem trechos lindos, como “olhe bem nos meus olhos/ olhe bem pra você/ o fato é que a gente perdeu toda aquela magia”, mas é claro que os criadores da propaganda tinham que fazer alguma escolha ruim.
Mais uma opção péssima, aliás uma não, duas: as que Zagallo fez na final da copa de 98, contra a França. A primeira foi colocar Ronaldo, o Fenômeno, em campo depois de ter um ataque epilético no vestiário minutos antes do jogo. Ronaldo ficou se arrastando em campo enquanto Edmundo, naquela época “comendo” a bola, ficou no banco. Outra decisão errada dele foi não mandar quebrar a perna de Zidane antes dos 5 minutos de jogo. Poderia mandar o próprio Ronaldo lhe dar uma entrada mais forte, assim Zidane, que fez dois gols no jogo e acabou com zaga brasileira, sairia machucado e Ronaldo seria expulso, o que não faria diferença nenhuma, pois ele não jogou nada mesmo. O saldo destas duas decisões erradas foi uma vergonhosa derrota por 3 a 0 e a decepção geral da nação, pois Zagalo tinha nas mãos uma das melhores seleções brasileiras que já vi jogar.
O Baiano fez uma péssima escolha ao matar o Neto. O Coiote faz muito mal em tentar pegar o Papa-léguas e as ovelhas que aquele cachorro com o cabelo na frente do olho cuida. Arius se arrependeria até hoje de ter seqüestrado e filha de John Matrix (Schwarzenegger) em Comando Para Matar, se estivesse vivo para isso. Alguém fez muito mal ao dizer que o Tuta poderia jogar futebol. Muitas pessoas fazem muito mal ao torcerem para times que não são o Palmeiras. Os sobreviventes de Lost devem se culpar até hoje por terem caído naquela ilha, e não na de A Lagoa Azul, com uma loira nua o tempo todo ao seu lado. E sem “os outros”. Neo não deveria ter escolhido a bolinha vermelha em Matrix, isso lhe pouparia muito tempo e esforço. E talvez assim não tivessem feito os outros dois filmes da trilogia.
Enfim, estamos condenados a escolher a pior opção, da pior forma e na pior hora possível.